terça-feira, 10 de setembro de 2013

ARQUITETURA E REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Transformações Técnicas: engenharia estrutural, 1775-1939

O conceito "Progresso" ocorre com mais ênfase na arquitetura junto ao nascimento de ideais progressistas nos fins do séc XVIII, acompanhado por uma perda na confiança da tradição renascentista e das teorias que a suportavam, o idealismo. O desenvolvimento de novos materiais e métodos de construção permitiam novas soluções, criavam novos padrões, novos problemas, e sugeriam simultaneamente novas formas. 

Em um nível mais profundo a industrialização transformou os padrões de vida e levou a proliferação de novos edifícios: estações de trem, casas suburbanas, arranha-céus, para os quais não havia precedentes. A industrialização também gerou novas estruturas econômicas e centros de poder. Desloca a patronagem da arquitetura da igreja, estado e aristocracia para as aspirações da nova classe media. Outro aspecto do mito progressista por trás da concepção da arquitetura era a crença em uma sociedade justa e racional. Além disso, as correntes de pensamento arquitetônico estavam preocupadas com a possibilidade de se criar formas que não fossem pastiches de estilos passados, mas expressões genuínas do presente. A noção de arquitetura moderna implicava em uma série de diferentes atitudes quanto à gênese da forma.

Em 1927 podemos encontrar uma casa individual pré-fabricada com estrutura metálica leve, montada à seco na Exposição do Werkbund em Stuttgart. No período de 1943 a 1945, Gropius fabricou nos EUA, juntamente com Wachsmann, o "Sistema Empacotado de casas" que permitia a ampliação ou a redução das casas.
Elementos repetitivos e conexões estandardizadas caracterizavam uma aproximação sistemática do design, que implicava hierarquia na organização dos componentes mais do que formas compositivas. 

INFRA- ESTRUTURA

O grande desenvolvimento das indústrias vai demandar espaços mais amplos e a prova de fogo. A madeira vai ser paulatinamente substituída pelo ferro na construção desses galpões. Em vários países da Europa a ênfase na utilização e no desenvolvimento do ferro vão gerar tratados e estudos dedicados a esse tipo de material. Um desses centros era a École Polytechnique, que evoluiu os conceitos de sistemas modulares, tentando estabelecer uma conexão entre a utilização de formas clássicas associada à versatilidade aplicada frente às exigências sociais. 

O fato da arquitetura metálica se desenvolver mais na Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha é devido ao fato desses países serem grandes produtores de ferro. O progresso das técnicas será envolvido pelo espírito de economia de material. As estruturas ficarão cada vez mais delicadas, mais transparentes e de nova beleza em função das pressões econômicas.
O telegrafo mudou a percepção e compreensão de mundo. A construção e instalação de um cabo telegráfico transcontinental (1866) diminuiu a sensação de distância e ampliou a percepção geográfica. Início das transmissões live: "as distâncias estão para serem medidas por intervalos, não de espaço, mas de tempo". 

A locomotiva definiu seu importante papel na sociedade industrial como veículo de deslocamento de pessoas e mercadorias e, consequentemente, o uso do ferro nos trilhos (1820). O trilho vai ser a primeira unidade de construção.

MATERIAIS MAIS UTILIZADOS: 

FERRO
Quanto à aplicabilidade do material, o ferro só era aplicado como elemento complementar nas edificações: correntes, tirantes ou anéis, armaduras. Transmitia estabilidade, era à prova de fogo e encontrou novas aplicações: grades, peitoris, escadas metálicas, divisões e decorações.
O ferro, um material de construção artificial, sofreu uma série de evoluções, tanto em sua maneira de aplicação quanto em sua estrutura física molecular que dá origem aos mais diversos tipos de aço na atualidade.

CONCRETO ARMADO
O concreto armado possuía uma série de vantagens. Era um material plástico que permitia a produção em máquinas e usinas, sendo depois utilizado em moldes. Era resistente ao fogo, apresentava pequena mudança de volume quando submetido às mudanças de temperatura, não necessitava de maiores cuidados de manutenção, não apodrecia e podia ser um bom isolante térmico. Por outro lado, tinha com desvantagens o fato de ser pesado, encarecendo o transporte. Ele não constituía um bom isolante acústico e não possuía aquela mobilidade perseguida pelos arquitetos contemporâneos. 

PLÁSTICO
Os materiais plásticos invadiram a tal ponto nossa vida cotidiana que esse material artificial tendia a eliminar todos os materiais naturais. Com exceção na arquitetura onde as revoluções são mais tímidas, o plástico encontrou uma aplicabilidade sem fim nos meios utilitários e em todos os setores de componentes e peças.



 


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